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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Unção Que Permanece

“Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento. (…) Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar. E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei. E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda.” (I João 2:20,26-28)
       Temos aqui mais um conceito vindo do Velho Testamento que é repetidamente mencionado nas igrejas nos últimos dias: a unção. O que significava a unção no Velho Testamento? E o que significa para nós, na Nova Aliança?
       No Velho Testamento, a unção era um mandamento aplicado em três casos, como veremos (há um quarto caso, mas é tão particular que deixarei de lado por agora — ainda que se aplique de igual modo no contexto do Novo Testamento). O primeiro caso era uma unção com óleo aromático especialmente preparado, e sua finalidade primeira era a consagração de um sacerdote: 
“Depois tomarás as vestes, e vestirás a Arão da túnica e do manto do éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral, e lhe cingirás o éfode com o seu cinto de obra esmerada; e pôr-lhe-ás a mitra na cabeça; e sobre a mitra porás a coroa de santidade; então tomarás o óleo da unção e, derramando-lho sobre a cabeça, o ungirás. Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas, e os cingirás com cintos, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras. Por estatuto perpétuo eles terão o sacerdócio; consagrarás, pois, a Arão e a seus filhos.” (Êxodo 29:5-9) 
       No mesmo texto temos a segunda unção, feita com o mesmo óleo e o sangue de um carneiro sem defeito, para santificação dos mesmos sacerdotes:
 “Depois tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele; e imolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, como também sobre o dedo polegar da sua mão direita e sobre o dedo polegar do seu pé direito; e espargirás o sangue sobre o altar ao redor. Então tomarás do sangue que estará sobre o altar, e do óleo da unção, e os espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; assim ele será santificado e as suas vestes, também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.” (Êxodo 29:19-21)
        Os homens assim ungidos não podiam sair mais da tenda da revelação, sob pena de morrerem — eles eram, assim, totalmente consagrados e separados para o ministério:
 “E não saireis da porta da tenda da revelação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do Senhor. E eles fizeram conforme a palavra de Moisés.” (Levítico 10:7)
        Havia ainda uma terceira unção possível, feita com azeite, para confirmação de um rei:
 “Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora as palavras do Senhor.” (I Samuel 15:1)
        Assim, temos a unção em três casos possíveis: na consagração dos sacerdotes, na santificação destes, e na confirmação de um rei.
       Mas o próprio Velho Testamento nos dá um vislumbre da unção do novo, quando um homem segundo o coração de Deus é ungido rei:
“Então Samuel tomou o vaso de azeite, e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Depois Samuel se levantou, e foi para Ramá.” (I Samuel 16:13)
       Vemos então cumprirem-se em Cristo, a raiz de Davi, o Ungido de Deus (pois Cristo significa ungido), as três unções do Velho Testamento — pois ele foi consagrado a Deus, e santificado como sacerdote, ainda que segundo a ordem de Melquisedeque; e não o foi com óleo e sangue de carneiros, mas com o Espírito Santo, e com seu próprio sangue. Da mesma forma, ele foi ungido Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, não com qualquer azeite, mas com o poder do Espírito Santo, que o ressuscitou dentre os mortos.
“Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor. E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.” (Lucas 4:17-21) 
“…concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele.” (Atos 10:38)
       Assim, Cristo cumpriu em si toda a lei quanto à unção, para ser capaz de nos prover com um sacrifício eterno, com um perfeito sacerdócio, e com a unção que permanece; uma unção que não somente nos consagra e santifica, mas que nos capacita a sermos reis e sacerdotes para com Deus, através da vida de Cristo em nós; e essa unção é o outro Consolador, o Espírito Santo, no qual o Senhor Jesus foi ungido rei e sacerdote, e no qual somos ungidos, de igual forma, reis e sacerdotes, para glória de Deus. Assim, não temos necessidade de mais nenhuma unção, de nenhuma forma, senão como símbolo do que o Senhor já fez em nós; Deus não nos dará uma nova unção, como também não proverá para si mesmo um novo sacrifício, ou um novo sacerdote; se encontramos o sacrifício perfeito em Cristo, e nele também o sacerdócio eterno, nele, o primeiro Consolador, encontraremos a unção que permanece, na pessoa do Espírito Santo, que ele mesmo enviou para habitar em nós.
 “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações.” (II Coríntios 1:21-22)
 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado.” (I Pedro 2:9-10)

domingo, 9 de outubro de 2011

CARREGANDO O ELEFANTE para transformar o Brasil no país mais rico do mundo

Não é novidade para nenhum brasileiro que uma série de fatores prejudica o desenvolvimento do país, entre eles: classe política corrupta, inchaço da instituição pública, excesso de burocracia e impostos que amarram a economia. No campo literário, o que certamente faltava para a população em geral era a existência de uma obra que explicasse de forma totalmente clara os problemas enfrentados e, ao mesmo tempo, apontasse soluções viáveis, várias delas bem-sucedidas em diversas partes do mundo. O livro “Carregando o Elefante – Como Transformar o Brasil no país mais rico do mundo” (Leopardo editora), dos autores Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, cumpre esse propósito.
Com prefácio escrito por Antonio Ermírio de Moraes, “Carregando o Elefante” apresenta importantes detalhes dos processos ineficazes que emperram o crescimento do Brasil e propõe reformas nos mais diversos campos: político, econômico, educacional, carcerário, empregatício, entre muitos outros. O grande diferencial da obra está em sua linguagem clara e na coragem para tratar, sempre de forma muito direta, assuntos espinhosos, como a questão das drogas e do combate ao crime organizado.
De acordo com os autores, as soluções para o Brasil poderiam começar por jogar a ineficaz e complexa constituição federal atual no lixo – “temos hoje um paraíso previsto no papel e um inferno na realidade”, cita a obra – passando pela necessária redução de impostos e a revisão do número de municípios do país.
Para os autores, o país que tem “impostos suecos e serviços públicos nigerianos” precisa urgentemente, também, investir na privatização de vários serviços hoje garantidos pelo governo (a exemplo do que já aconteceu de forma muito positiva com a telefonia) e concentrar eleições por distritos, o que permitiria que os eleitores conhecessem melhor os candidatos de sua respectiva região, estando aptos a cobrar dos mesmos mais resultados.
De acordo com a obra, somente livre de uma série de amarras, o governo poderia trabalhar para efetivamente cumprir seus quatro papéis fundamentais: garantir as liberdades individuais, manter a ordem, proteger pessoas contra a miséria absoluta e garantir qualidade na educação das crianças.
“Carregando o Elefante” é acima de tudo uma obra positiva e responsável, que convida os leitores a refletirem sobre os caminhos do Brasil e, assim, criarem condições para participar do desenvolvimento do país. Segundo os autores da obra, é possível dar jeito no monstro de ineficácia no qual o país se tornou e transformar a nação em uma potência, com grandes taxas de crescimento. A transição é trabalhosa, claro, mas possível. Um dos exemplos citados no livro é o da Irlanda, que até a alguns anos atrás era um dos mais pobres da Europa, passou por profundas reformas, e hoje é um dos países com maior índice de crescimento econômico do continente europeu.

sábado, 8 de outubro de 2011

Amor é como segurar um filhote de Boxer

Amor é como segurar um filhote de Boxer
As vezes fico tentando entender porque o mundo está tão errado, porque existe tanta maldade, tantas brigas, desentendimentos, tanta falta de carinho.

Existe uma frase que diz que o amor é como segurar um filhote de animal na mão.
Imagine você segurando um filhote de Boxer com alguns meses na mão. Se você o envolver com muito amor e carinho, vai encaixar ele em sua mão até o ponto em que ele esteja completamente envolvido, seguro e confortável, ele vai querer ficar ali para sempre, sentindo seu afeto e calor. Já se você apertar demais, ele vai gritar, morder e fazer de tudo para ir para longe de você.

Acho que os pais de hoje estão segurando solto demais seus filhos, querem dar de tudo para os filhos, pensando apenas na parte material, se matam de trabalhar e se esquecem do amor. Esquecem que não adianta ter todo dinheiro do mundo se não tiver amor. De que adianta ter tanto dinheiro e não ter o carinho e a companhia dos pais?

Criar um Boxer é uma experiência bem interessante. Você pega o filhote e ele é lindo, fofo, uma gracinha. Mas você tem que ter em mente que um dia ele vai crescer, vai pesar trinta quilos, e você tem que educá-lo para que ele goste de você e ao mesmo tempo te respeite.

Você deve dar carinho ao Boxer, brincar com ele, mas ao mesmo tempo impor limites. Por exemplo, você brinca, corre e faz travessuras com ele, mas quando ele começar a te morder, diga a palavra “NÃO” e mostre para ele que não deve fazer aquilo, faça uma cara feia. É claro que o filhote não vai entender logo na primeira vez, mas se toda vez que ele morder você corrigir, ele vai aprender e entender que aquilo não é bom, pois faz você se afastar dele, e com certeza ele não vai querer isso, e vai parar de te morder.

Hoje em dia os pais acham que o filho tem que comer do bom e do melhor, não podem passar vontade, mas não dão o alimento mais importante, que é a companhia e o amor.
Para um Boxer você pode dar a melhor ração do mercado, pegar uma ótima marca, porém se você não dedicar um tempo do seu dia para brincar com o Boxer, lançar a bola para ele buscar, fazer um carinho nele, e o mais prazeroso que é dar um passeio, de nada vale a melhor ração do mundo.

Você deve alimentar bem o Boxer, porém sem exagero para que ele não se torne um cão obeso. Imagine se você não impor limites e deixar seu Boxer livre e solto, e quando ele tiver com um ano, vai estar com 30 quilos, enorme, e sem limites, vai ficar pulando em todo mundo, comer as coisas, etc. Ao invés de um amigo, você vai ter uma dor de cabeça.

Como está a relação entre você e seu filho, como está a relação entre você e seu pai? Mais ou menos, então adote um Boxer ele vai aproximar vocês. Está péssima, então adote dois Boxer e faça longas caminhadas, cada um com um Boxer. Está ótima, então adote um Boxer para abrilhantar mais ainda a sua vida.

Boxer é um grande amigo! Vai te fazer sorrir! Vai te fazer chegar ao extremo do nervoso e em seguida ao estremo da risada por ter chego ao estremo do nervoso.

Adote um Boxer e sinta o que é ter alguém que te ama mais do que a si próprio!

Autor: Drausio ( drausio.henrique@gmail.com) - http://www.meuboxer.com.br/Blog.aspx?IdBlog=9

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Os Limites da Lógica Humana



A razão é uma importante faculdade humana, mas, colocada como orientadora da espiritualidade, pode se tornar perigosa, criando laços teológicos e bloqueios contra a fé.

A razão trabalha com base na lógica, que consiste no encadeamento de fatos, princípios e conceitos que se encaixam de modo coerente, conduzindo a conclusões compreensíveis ou resultados previsíveis e naturais. A lógica é formada por um conjunto de regras baseadas na observação e na experiência. Aquilo que nunca aconteceu (ou não testemunhamos) pode parecer ilógico. Aquilo que nunca experimentamos pode parecer impossível. Nossa lógica está limitada ao passado, condicionada por nosso conhecimento e experiências, e tudo isso está delimitado pelos sentidos físicos e por nossa capacidade de raciocínio. 


O homem natural vive limitado pela lógica e acha que sempre está com a razão. O homem espiritual vive pela fé naquilo que Deus falou (ICo.2.14-15).

A razão, com sua lógica intrínseca, é de importância extraordinária em nossas vidas. Contudo, há muitas coisas além do limite racional. Por exemplo: a existência da vida no planeta terra é algo que está além da lógica. O racionalismo não explica a vida, embora não a possa negar.

A lógica trabalha muito bem com dados para chegar a diversas conclusões. Porém, não temos todos os dados sobre Deus e sua obra (Ec.3.11; 8.17; 11.5).


O homem erra ao pensar que sua razão é infalível e totalmente eficaz na análise de todas as coisas e de todos os temas. Este erro é mais freqüente por parte das pessoas mais “sábias”, mais instruídas, mais inteligentes, do ponto de vista humano. Um “doutor em qualquer coisa” corre o risco de ser “sábio aos seus próprios olhos” e achar que está em condições de julgar todas as coisas, rotulando como falso o que lhe parece logicamente incompreensível. Era o problema de algumas pessoas em Corinto que, estando no berço da filosofia, desprezavam a mensagem do evangelho, pois ela não lhes parecia razoável. Chegavam a considerá-la loucura. Paulo toma emprestada essa idéia e diz que devemos então ser loucos mesmo, pois a loucura de Deus é mais sábia que os homens (ICo.1.18 a 2.16; 3.18; 8.2). 


Quando a razão se encontra com a questão da divindade, podemos tomar um dos caminhos abaixo: 

1 – O ateu

Nega a existência de Deus pelo fato de não poder vê-lo nem compreendê-lo. 


2 – O teólogo liberal

Coloca a razão acima da fé. Tenta decifrar Deus e recusa o que não pode ser compreendido. Tal atitude leva a um bloqueio em relação às experiências sobrenaturais e pode conduzir ao ateísmo. 


3 – O cristão equilibrado

Compreenderá apenas o que Deus colocou ao seu alcance e deixará que a fé o leve além da razão. 


Dúvidas e questionamentos

Entender Deus é um alvo impossível. Por exemplo, Paulo disse que o Senhor nos dá a paz que excede todo entendimento (Fp.4.7). Aliás, todos os seus atributos divinos e muitas de suas ações estão além do nosso entendimento. Quem pode compreendê-lo ou explicar as suas obras?

Deuteronômio 29.29 diz que “as coisas reveladas são para nós e nossos filhos”. Estas podemos compreender, mas “as coisas ocultas pertencem ao Senhor nosso Deus”, ou seja, não estão ao alcance das nossas mentes. Algumas dessas coisas podem ser experimentadas, mas não explicadas. 


Precisamos ler a bíblia e estudá-la. O estudo envolve questionamentos e esclarecimentos. Entretanto, o estudante precisa encontrar um limite para suas questões. Na medida em que conhecemos as Escrituras, temos muitas dúvidas e encontramos também muitas respostas, de modo que o nosso conhecimento vai aumentando. Se, em determinado assunto, não encontrarmos esclarecimento dentro da bíblia, pode ser que estejamos diante de um mistério de Deus (ITm.3.9,16; IITss.2.7; ICo.15.51). Devemos então encerrar o nosso questionamento, aceitando pela fé o fato que a bíblia nos mostra. A razão encontrou então o seu limite. Esta afirmação não é aceita pelo filósofo ímpio, pois seu propósito é questionar sempre. Por isso, a filosofia tende para o ateísmo. Ela nos serve como instrumento cultural, mas não pode dominar o pensamento cristão nem servir de bússola para a nossa espiritualidade.

Vejamos alguns exemplos de questões que a bíblia não responde:
De onde Deus veio? Ele criou a si mesmo? Como Deus pode ser três pessoas numa só? O que Deus usou para fazer o mundo? Por quê Deus não destruiu Satanás quando ele pecou? Por quê Deus permitiu a existência do mal?

Quando fazemos estas e outras perguntas, podemos ser tentados a aceitar explicações anti-bíblicas. O ateísmo e o espiritismo oferecem muitas explicações perniciosas. O melhor é aceitarmos o fato como a bíblia diz, desistindo de encontrar respostas em outra fonte. Corremos o risco de aceitar dados oferecidos por meio de teorias, como a da evolução, de modo que a nossa fé seja influenciada ou mesmo danificada.

Não troque a palavra de Deus por teorias chamadas “científicas” nem por argumentos lógicos, o certo pelo duvidoso. Teoria é algo que não foi provado, por mais lógica que seja. Ser lógico não significa ser correto ou errado, mas apenas coerente com um conjunto de idéias ou dados (que podem ser incompletos ou até mesmo forjados).

Os questionamentos podem ser positivos em muitos casos, mas precisamos colocar a fé acima das questões. Não há porque questionar uma ordem de Deus ou querer entender sem obedecer ou como condição para a obediência. Por exemplo, podemos não ter pleno entendimento sobre o batismo e a ceia do Senhor, mas isso não deve ser impedimento para a sua realização. É claro que não podemos ser negligentes com o que está ao nosso alcance para ser aprendido.

A revelação de Deus para nós é algo limitado, embora bastante amplo: “O que de Deus se pode conhecer...” (Rm.1.19). Existe, portanto, um limite para o nosso conhecimento e compreensão. O próprio Daniel não entendeu todas as visões que teve (Dn.12.8-9).

Alguns questionamentos dos discípulos não foram respondidos por Jesus, como o exemplo que lemos em Atos. Eles perguntaram: “Restaurarás tu neste tempo o reino a Israel”? O Mestre respondeu: “Não vos pertence saber os tempos e as épocas que o Pai determinou pelo seu próprio poder” (At.1.6-7).


Precisamos reconhecer os limites da nossa compreensão. Caso contrário, na ânsia de racionalizar todas as coisas, poderemos inventar ou adotar teorias anti-bíblicas. Por exemplo, a bíblia diz que a virgem concebeu e deu à luz um filho: Jesus. A lógica humana não acompanha tão afirmação. Quem insiste em satisfazer a razão, tentará encontrar alguma explicação para o nascimento virginal e poderá construir proposições que, no fundo, vão dizer que a bíblia está mentindo. O melhor a se fazer, em casos assim, é aceitar pela fé o que a bíblia disse e encerrar o questionamento.

Não procure explicações naturais para o sobrenatural. Não procure explicações “científicas” ou “psicológicas” para os milagres de Jesus. Observe que os judeus, não podendo admitir nem explicar a ressurreição de Jesus, inventaram uma “história” mais razoável, dizendo que os discípulos haviam roubado o corpo do Mestre. 


Tentações racionais

Satanás usa a lógica como instrumento de tentação.

O que nos parece razoável pode ser tentador, pois tem aspecto de algo correto, ainda que não o seja. Em Gênesis 3, percebemos a lógica de Satanás ao dizer: “É certo que não morrereis”. Para Eva, tratava-se de um raciocínio lógico, com base na experiência até aquele momento. Afinal, ninguém tinha morrido antes. Contudo, a Palavra de Deus afirmava que o pecado traria a morte. Aparentemente, podia não ser lógico, mas era garantido.

Quando Jesus disse que importava ir a Jerusalém e morrer, Pedro lhe disse: “De modo nenhum te acontecerá isso” (Mt.16). Aquele discípulo tinha todas as razões para chegar a essa conclusão. Afinal, o Mestre que tinha libertado tantas pessoas, não haveria de ser preso. Jesus, então, lhe retrucou: “Para trás de mim, Satanás”.

O que é lógico nem sempre está correto. As tentações satânicas são sutis, contendo argumentos razoáveis. Seguindo o seu raciocínio podemos ser levados a concordar com ele.

A vingança, por exemplo, é algo lógico, mas não é correto. O perdão não é lógico, mas é o que Deus deseja. Amar os inimigos vai contra qualquer raciocínio, mas foi a ordem de Cristo. 


A verdade usada para o mal

O diabo é mentiroso, mas fala algumas verdades, e estas se tornam mais perigosas do que suas mentiras. Ele usa a lógica para nos enredar. Ele diz: “se você pecar terá ganhos, vantagens, prazeres, poder e dinheiro”. Pode ser verdade. Ele só não diz o preço de tudo isso.

Quando ele nos acusa de pecado, pode estar falando a verdade (Zc.3). Então isso nos constrange e nos deixa abalados. Este é um dos seus ataques mais eficazes. Contudo, devemos vencê-lo pela proclamação do perdão que temos em Cristo.

Na tentação, o inimigo disse ao Senhor: “Se tu és o filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães” (Mt.4). Aquela frase continha várias verdades: Jesus é o filho de Deus; havia pedras diante dele; Ele tinha todo poder para transformá-las em pães e estes seriam úteis para saciar sua fome. Isto era perfeitamente possível para Jesus. Por trás daquela sugestão havia vários pressupostos lógicos, verdadeiros, e, por trás deles, um propósito maligno.

Quando Maria derramou um vaso de nardo sobre Jesus, Judas disse: “Que desperdicio! Poder-se-ia vender este perfume e dar o dinheiro aos pobres”. Seu argumento parecia lógico e bondoso, mas seu íntimo desejo era se apropriar do dinheiro (João 12.4-6). O inimigo diz: “faça o bem! Deixe de dar o dinheiro a Jesus e dê aos pobres”. Isto parece razoável. É a lógica do Anticristo.

Esta artimanha tem sido usada em muitas religiões que praticam a caridade, mas afastam as pessoas de Jesus; usam a bíblia, a verdade, mas estão conduzindo os homens ao inferno. 


O lugar da razão na experiência espiritual

Não estamos descartando o valor do raciocício e da inteligência, mas precisamos manter a fé acima de tudo isso. Nossa crença não é irracional, mas extrapola os limites da razão, assim como acontece com o amor.

Minha razão é fundamental para mim, mas minha espiritualidade não pode ficar restrita àquilo que eu compreendo.

Vamos comparar nossas experiências com Deus a um trem, ampliando a ilustração proposta na literatura da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. 
Tudo o que existe no universo começou com a palavra de Deus (Heb.11.3). Assim também é na nossa experiência espiritual. A palavra de Deus é o motivo primordial. Ela produz fé em nós (Rm.10.17). Palavra + fé = resultados, fatos, milagres. “Estes sinais seguirão aos que crêem...” (Mc.16.17). Depois vem nossa compreensão parcial. A razão acompanha a fé de longe. Jamais a alcançará, embora sempre a esteja seguindo. A emoção, tão volúvel, fica por último na ordem de importância. Nossa vida com Deus não pode depender da emoção. Ela é boa e desejável, mas não pode nos controlar. Nossa vida espiritual está baseada na palavra de Deus, sobre a qual depositamos nossa fé. Deus falou, eu creio, e acabou. Não importa o que eu sinto. Os sentimentos virão depois. A alegria, por exemplo, é algo maravilhoso, mas eu não posso depender dela para servir a Deus. Eu dependo da fé, que depende da Palavra. O justo viverá pela fé (Heb.10.38).

A fé e a razão têm um ponto de contato na experiência concreta. Os sinais são produzidos pela fé e observados pela razão.

Quando vi um tumor saindo pelo meu nariz enquanto recebia uma oração, minha razão registrou a realidade da existência de Deus, embora eu já acreditasse nisso muito tempo antes. 


Não vamos entender tudo sobre Deus e sobre a bíblia. A razão não pode tomar o lugar da fé. Se invertermos as posições no nosso “trem”, ele poderá parar ou até retroceder.

A razão pode parecer um ótimo filtro para a fé. Alguns só querem crer naquilo que possam compreender claramente. Entretanto, o que seria um filtro torna-se um bloqueio. A verdadeira fonte e filtro da fé é a bíblia. Não vamos sair por aí crendo em qualquer coisa, em qualquer deus ou em qualquer espírito. A nossa fé é regulamentada pela bíblia.

O conhecimento intelectual alimenta a razão. O conhecimento espiritual através da bíblia e da experiência com Deus alimenta a fé. 

O racionalismo de alguns personagens bíblicos 

– O uso do verbo “arrazoar”

Em muitas situações, Jesus estava na contra-mão da razão humana e, principalmente, farisaica. As pessoas que o rodeavam sempre arrazoavam sobre suas palavras e ações, isto é, tentavam entendê-las apenas com a razão e, geralmente, chegavam a conclusões erradas. Vemos o uso do verbo arrazoar nos seguintes textos: Mt.16.7-8; 21.25; Mc.2.6-9; Mc.8.15-21; Mc.11.30-31; Lc.12.17; Lc.20.14.

Os fariseus, saduceus, escribas e doutores da lei eram os principais arrazoadores, tornando-se muito críticos e questionadores em relação a Jesus. Os discípulos, com melhores intenções, também viviam arrazoando, raciocinando, tirando conclusões lógicas a respeito do que Cristo falava. Contudo, o Mestre queria levá-los a um novo tipo de entendimento, baseado na fé. “Pela fé entendemos ...” (Heb.11.3). 


Os “teólogos liberais” na época do Novo Testamento

A existência de demônios, por exemplo, não é algo lógico para nós. Algumas pessoas afirmam que a possessão demoníaca nada mais é do que uma doença neurológica, ou seja, loucura.

Esse tipo de raciocínio combina com o de alguns contemporâneos de Cristo. Os saduceus não criam em anjos, espíritos e ressurreição (Mt.22.23; Mc.12.18; Lc.20.27; At.23.6-8). Eles eram inteligentes, “sábios”, doutores da lei, sacerdotes, elite religiosa. Talvez se considerassem “à frente do seu tempo”. Contudo, estavam errados .

A quem interessa que não se acredite em demônios? Interessa aos próprios demônios para que continuem agindo livremente.

O Velho Testamento que os saduceus liam já mencionava aquelas realidades espirituais, mas parece que tais referências bíblicas eram por eles descartadas ou “interpretadas” de modo “mais racional” (Gn.16.7; Dt.32.17; II Cr.11.15; Sl.106.37; IIRs.8.1; Dn.12.2). Talvez eles tenham lido estas passagens como “figuras de linguagem” quando, de fato, eram literais.

Nem Jesus conseguiu convencê-los. O tempo passou e lá em Atos 23.6-8 eles continuavam parados no tempo. Não avançaram na fé porque foram detidos pela razão. Não estavam convertidos, nem salvos, nem cheios do Espírito Santo.

Em Corinto, Paulo teve problemas com aqueles que negavam a ressurreição (ICo.15). Eles eram inteligentes e estavam muito bem alinhados com a razão e a lógica. Um morto voltar? A razão nos diz que é impossível. Logo, o cristianismo não cabe dentro da lógica humana e os que quiserem ficar restritos a ela rejeitarão a Cristo, pois a sua ressurreição é o fato mais importante a ser aceito e declarado para que alguém seja salvo (Rm.10.9).

Em nosso estudo teoLÓGICO, precisamos nos lembrar de o "teo" é infinitamente maior do que o "lógico". Deus não cabe nos moldes da lógica. Isto não significa rejeição à teologia, mas apenas o reconhecimento de seus limites. Devemos usar a lógica como instrumento e não como freio para a nossa fé. Deus me deu olhos, mas eu não posso ser limitado pelo que vejo. Não quero perder a visão física, mas quero ir além através da fé. Da mesma forma, não quero perder a razão nem ficar preso por ela.

Não se deseja uma fé ignorante, sem entendimento (Rm.10.2), nem tampouco uma fé amarrada pelo intelecto.

Podemos estudar sociologia, antropologia e filosofia, pois são matérias úteis, mas não podemos ser dominados por seus conceitos, muitos dos quais elaborados por ímpios e ateus. Seus axiomas podem conduzir o estudante desavisado ao ecumenismo ou ao ateísmo, na medida em que as manifestações religiosas, incluindo o cristianismo, são indevidamente reduzidas a denominadores comuns, como se tudo isso fosse apenas produção humana. O mau uso de tais disciplinas inclui um processo de racionalização, com tendência apóstata, que passa pela pretensa demitização de fatos bíblicos, bem como pela atenuação da noção bíblica do pecado e da condenação eterna.

Em nome da razão e do modernismo, muitos querem usar as Escrituras, removendo, porém, seus fundamentos sobrenaturais e divinos. Os argumentos dessas tendências são lógicos, mas sua essência é maligna. 


A renovação do entendimento

A razão está contaminada pelo pecado. Por isso precisamos da renovação da nossa mente, pela ação da palavra de Deus e do Espírito Santo, para que tenhamos a mente de Cristo (Rm.12.1-2; ICor.2.16).

Deus tem sua própria lógica. Andando com ele vamos aprendendo a pensar como ele pensa. Percebemos que Ezequiel estava nesse processo. Diante do vale de ossos secos, Deus lhe perguntou: “Poderão viver estes ossos?” Ele disse: “Senhor, tu o sabes” (Ez.37). Já foi um progresso. Se ele respondesse de acordo com a lógica humana, diria: “Senhor, de jeito nenhum”.

Na medida em que crescemos espiritualmente e conhecemos a palavra de Deus, desenvolvemos uma “mentalidade espiritual” ou “entendimento espiritual” (Col.1.9). 


Indo além da razão

Só a fé nos faz experimentar o poder de Deus.

"A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus " (ICo.2.4-5). A vida cristã tem diversos aspectos e poderíamos abordá-la de tantas formas, mas vamos visualizá-la dividindo-a em duas partes: conhecimento e poder. A lógica é muito útil enquanto estamos na área do conhecimento teórico. Daí em diante, só podemos avançar pela fé. O poder de Deus não se manifesta com base na lógica, embora não precise sempre contrariá-la.

Não podemos permitir que o nosso relacionamento com Deus fique travado por questões de lógica.

Quando Deus disse que Sara teria um filho, ela riu. Afinal, não era lógico uma mulher idosa e estéril ter um filho. Pois Deus cumpriu sua promessa e o nome do menino foi Isaque, que significa "riso".

Quando Jesus disse a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, aquele doutor da lei viu toda a sua lógica ser lançada por terra.

Para acompanharmos Jesus, precisamos andar pela fé, não dependendo de entender tudo o que ele diz e realiza. Assim, não haverá limites para nossas experiências espirituais. Experimentaremos milagres sem fim, pois cremos em um Deus ilimitado, Todo-poderoso. 


Autor: Anísio Renato de Andrade 

Economia e Capitalismo: Metas inflacionárias.

Economia e Capitalismo: Metas inflacionárias.: Antonio Delfim Netto, professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento, escreveu hoje no VALOR sobre “Meta...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ideologias que Escravizam

“Ora, havendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. O seu filho primogênito chamava-se Joel, e o segundo Abias; e julgavam em Berseba. Seus filhos, porém, não andaram nos caminhos dele, mas desviaram-se após o lucro e, recebendo peitas, perverteram a justiça. Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram ter com Samuel, a Ramá, e lhe disseram: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações. Mas pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei para nos julgar. Então Samuel orou ao Senhor. Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles. Conforme todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até o dia de hoje, deixando-me a mim e servindo a outros deuses, assim também fazem a ti. Agora, pois, ouve a sua voz, contudo lhes protestarás solenemente, e lhes declararás qual será o modo de agir do rei que houver de reinar sobre eles. (...) Tomará o dízimo do vosso rebanho; e vós lhe servireis de escravos. Então naquele dia clamareis por causa de vosso rei, que vós mesmos houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvira. O povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações, e para que o nosso rei nos julgue, e saia adiante de nós, e peleje as nossas batalhas. Ouviu, pois, Samuel todas as palavras do povo, e as repetiu aos ouvidos do Senhor.” (I Samuel 8:1-9,17-20)

1-INTRODUÇÃO

A passagem acima conta quando a nação de Israel, influenciada pelos povos vizinhos, rejeita Samuel (o último juiz) e, à semelhança dos outros povos, pede um rei.

Ora, o povo, desde sua libertação do Egito operada por Yahweh (Jeová), vivia na organização dos “juízes” (homens escolhidos por Deus para libertar o povo durante as dificuldades e para julgar os conflitos segundo a Torah (Lei Mosaica)). Sendo povo de Deus, é óbvio que quem deveria para sempre os dirigir e os governar era Senhor. O Todo-Poderoso era o Monarca Soberano de seu povo – o Único Rei de Israel.

Contudo, aprouve ao povo, em um ato de pura rebeldia, repudiar o Senhor. E nessa loucura, requisitaram um rei. Pleitearam que um homem, um ser humano mortal, ao invés do Criador do universo, dominasse sobre eles.

Deus, em sua infinita misericórdia, concede o desejo, mas estabelece as regras da monarquia. Permite a instituição desse modelo humano de governo porque faria surgir da linhagem davídica o Rei, o Redentor e o Salvador: Jesus Cristo – Deus encarnado.

Todavia, a escolha do povo trouxe conseqüências catastróficas. A história dos reis de Judá e Samaria é a história da decadência e ruína do povo santo.

Com efeito, podemos tirar algumas lições valiosas:

2-DEUS É QUEM ESTABELECE O PADRÃO DE SEU REINO.

Algo que deve ficar muito claro em nossas mentes é que se o nome do reino é “Reino de Deus”, significa que o Reino pertence ao Senhor Deus e não aos homens, pois, do contrário, seria “reino dos homens” e não Reino de Deus.

Outro ponto fundamental, o Reino de Deus se opõe frontalmente às coisas e valores deste mundo. Absolutamente diferente dos governos humanos, o Reino do Senhor possui características específicas que o distingue:

Humildade:“Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”. (Mateus 18:4)

Amor:Certa vez, um fariseu conversando com Jesus afirmou que amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, é maior que qualquer sacrifício e oferta. Logo em seguida, Jesus replicou: “Vocês não está longe do Reino de Deus”(Marcos 12:34b)

Justiça:“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. (Mateus 6:33)

Liberalidade: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. (Mateus 19:24)

Liberdade: Jesus não veio mudar sistemas, mas pessoas, chamando-as ao arrependimento: “porque o Reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:21b) 

No Reino de Deus, Jesus nos transforma de escravos a livres, de sujeitos a filhos. Faz-nos filhos de Deus, onde todos os homens são iguais e ninguém domina sobre ninguém, mas apenas o Senhor é sobre todos. Como está escrito: “E conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32)

3-A SEDUÇÃO DO MUNDO – SEDUZIDOS POR IDEOLOGIAS

Feitas as considerações acerca do Reino, regressando ao texto, podemos ver que tudo começou com um escândalo. Joel e Abias, os filhos de Samuel, através de suas práticas escandalizaram, tornaram-se motivo de tropeços (v. 1-3).

Aqueles que deveriam zelar pelas coisas de Deus, foram os primeiros a usurparem das dádivas e do Poder do Todo-Poderoso, sendo um mau exemplo a toda nação, abrindo uma brecha.

Uma ideologia é uma inversão; não é o real, mas é algo falso, uma imagem. Têm aparência de verdade, mas é uma mentira.

As ideologias são as filosofias e teorias deste mundo, representando as aspirações de um grupo. São as cosmovisões (visões de mundo), verdadeiras invenções humanas, funcionando como doutrinas justificadoras do exercício de dominação e de exploração do homem pelo próprio homem.

Vivemos num mundo repleto delas, exemplificando: capitalista, neoliberal, comunista, fascista, ecumênica, ateísta etc.

Destarte, vemos que o povo de Israel, diante de um escândalo, foi seduzido pela ideologia de sua época: a monárquica. E pediram um Rei.

4-CONSEQÜÊNCIAS DA ABSORÇÃO IDEOLÓGICA

Absorver-se por ideologias implica em rejeitar de Deus: “Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles.” (v.7)

Rejeitar ao Senhor acarreta à escravidão : “Tomará o dízimo do vosso rebanho; e vós lhe servireis de escravos.Então naquele dia clamareis por causa de vosso rei, que vós mesmos houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvira. “(v.17 e 18)

A ideologia é fruto da obstinação: “O povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações, e para que o nosso rei nos julgue, e saia adiante de nós, e peleje as nossas batalhas.” (v19 e 20)

Diante disso, a pergunta que devemos fazer é: que tipo de “evangelho” nós estamos vivendo?

Atualmente, temos visto pessoas serem absorvidas por teologias baratas, oriundas de ideologias que invadem as igrejas, sob o rótulo de “cristãs”, mas que distorcem o Evangelho de Cristo, sendo verdadeiras heresias veladas.

A mais gritante é a do “evangelho capitalista”. Sob a forma de teologia da prosperidade, métodos de marketing, ou Gospel®, pregam coisas absolutamente contrárias à Bíblia.

Todas as características do Reino são deixadas de lado, prevalencendo valores mundanos como:

a) individualismo (egoísmo): tudo é voltado para satisfazer desejos pessoais.
b) soberba e arrogância (luta por cargos e poder): – “...porque Deus te tomou por cabeça e não por cauda!”
c) riquezas (prosperidade material): – “Você está pobre porque lhe falta a fé!”

Criando falsas promessas, dando à palavra de homens o peso de palavra de Deus, a conseqüência da mentira é a frustração em razão da impossibilidade de se preencher todas as expectativas.

Com efeito, temos uma geração de crentes desesperançados, abatidos e aflitos, pois, infelizmente, o “céu” que lhes foi pregado é o “céu capitalista” de riquezas mundanas e de poderio humano, e não o Paraíso Bíblico inerente a realidade do Reino de Cristo (Reino de Deus).

Como disse o apóstolo João: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre. Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos”. (I João 2:15-19)

Portanto, não se deixem escravizar, mas fugis das ideologias!

“Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas. Exercita-te a ti mesmo na piedade.” (I Timóteo 4:7)

Autor: Juliano Henrique Delphino 

domingo, 2 de outubro de 2011

Exemplos de quebra de Autoridade na Bíblia

O INÍCIO DE SATANÁS


Ez. 28:13-17

13 Estiveste no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: a cornalina, o topázio, o ônix, a crisólita, o berilo, o jaspe, a safira, a granada, a esmeralda e o ouro. Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.

14 Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas.

15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade.
16 Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas.
17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei; diante dos reis te pus, para que te contemplem.

A rebelião é a causa da queda de Satanás. Ele violou a autoridade de Deus. Se queremos servir a Deus, nunca podemos violar a questão da autoridade. Faze-lo é seguir o princípio de Satanás. Ele não está com medo de nossa pregação das palavras de Cristo. Ele tão somente teme a nossa submissão à autoridade de Cristo. Somente quando nos lavarmos totalmente do princípio de Satanás podemos aspirar servir a Deus. 


A MAIOR EXIGÊNCIA EM TODA A BÍBLIA É A SUBMISSÃO À VONTADE DE DEUS

A maior exigência de Deus para o homem não é carregar a cruz, ofertas, consagração ou auto-sacrifício. A maior exigência de Deus para o homem é a submissão. A obediência é o outro lado da autoridade. A fim de ter a obediência,é preciso primeiro manter o ego fora de cena. Não se deve tentar obedecer com o ?eu?. Somente vivendo no espírito há possibilidade de obediência. Obediência é a mais alta expressão de resposta à vontade de Deus.


A PERCEPÇÃO DA AUTORIDADE SENDO UMA GRANDE REVELAÇÃO

No universo existem duas grandes coisas: crer para salvação e submeter-se à autoridade. Em outras palavras confiar e obedecer. A Bíblia mostra-nos que a definição de pecado é a transgressão da lei.

1 Jo 3:4
4 Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.

Romanos 2:12
12 Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.

As palavras? sem lei? significam? ilegal?. Ser ilegal é desconsiderar a autoridade de Deus e desconsiderar a autoridade de Deus é pecado.

Existem dois princípios no universo: um da autoridade de Deus e o outro da rebelião de Satanás. Embora o rebelde possa pregar, Satanás rirá daquilo, porque naquela pregação existe o princípio de Satanás. Nós que servimos a Deus devemos em determinado momento ganhar este entendimento básico. É como tocar eletricidade. Uma vez que você toca, nunca mais será descuidado com ela. Da mesma forma, uma vez que o homem conhece a autoridade de Deus e é atingido por ela, seus olhos serão iluminados, e será capaz de discernir não somente a si mesmo, mas a outros também. O indivíduo passa a conhecer quem é sem lei a quem não é.

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