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quinta-feira, 28 de março de 2013

O caso Marco Feliciano e os juristas evangélicos. Amigos ou inimigos ocultos?

Paulo Teixeira
O violência que ocorre contra o deputado cristão Marco Feliciano é algo estarrecedor. Principalmente por se saber que os movimentos que estão articulando toda essa agitação, são justamente aqueles grupos que usam o discurso de defensores da democracia.
O fogo pesado sobre o deputado vem de todos os lados. Vem dos ferozes opositores e vem também de supostos amigos cristãos.
A turba está revoltada não somente por Marco Feliciano se opor ao aborto e ao homossexualismo, mas por ser um cristão. Marco Feliciano é apenas um bode expiatório.
Em meio a esses lançamentos de pesadas ogivas contra o pastor Feliciano, grupos que se dizem cristãos afinam seus discursos mostrando-se ombreados aos algozes de Feliciano, uns explicitamente, outros ainda amorfos.
Cito aqui, como exemplo, a atitude estapafúrdia do presidente da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (ANAJURE), o doutor Uziel Santana, que emitiu uma nota no último dia 20 de março, sobre a questão.

O que é a ANAJURE?

Um grupo de evangélicos juristas que foi fundado, não faz muito tempo. Sua missão, pelo menos teoricamente, é defender as liberdades civis fundamentais, em particular a dos cristãos.
Todavia, “estranhamente”, a entidade emitiu um nota que ataca o caso Feliciano, ora nas entrelinhas, ora explicitamente.
Algo bem vexatório para uma instituição que provavelmente quer avocar para si a responsabilidade de ser a voz dos cristãos no Brasil.
Em conversa que tive com o meu irmão, doutor e pastor da Assembleia de Deus, Rubens Teixeira, que também é colunista do prestimoso Gospel Mais, ele foi enfático ao explicitar-me que “em um debate, há três posicionamentos possíveis: ficar isento, fortalecer, ou enfraquecer um dos lados. Quando alguém quer separar uma briga, não pode imobilizar um para que o outro bata” e a ANJURE parece estar inserida neste contexto. Durante os ataques iniciais a Feliciano, a ANAJURE manteve-se quieta, ‘isenta’, todavia, na expectativa de que o deputado renunciaria na tarde daquele dia 20, o presidente da entidade, talvez querendo capitalizar prestígios para si e para a instituição, emitiu a nota diagnosticando cirurgicamente aquilo que para ele foi o fato ocasionador da queda de Feliciano, o que não ocorreu. A ANAJURE deu um tiro no pé, ou quiçá, revelou, sem querer, as suas garras. Intencionalmente ou não, a Associação fez um discurso que agradou certamente os inimigos dos princípios cristãos.
Ainda, de acordo com o pastor Rubens, “os argumentos usados não defendem os princípios cristãos combatidos. Eles tentam fragilizar os políticos evangélicos de forma generalizada e, com isso, deixam aberta a guarda para que aqueles que pensam contrário aos princípios cristãos tenham êxito na empreitada de desmoralizar o que defendemos. É um desserviço à causa que acreditamos. Quando alguém procede desta forma, a isenção não está presente, e fica claro que há uma tendência, um viés. Neste caso, claramente contrário ao que deveria ser defendido”.
A nota da ANAJURE não alfineta só Marco Feliciano, mas a Bancada Evangélica como um todo, jogando todos às feras, inclusive aqueles parlamentares que usam veementes discursos em defesa dos princípios cristãos e morais. O doutor Rubens, meu irmão, tem entendimento igual. Para ele, “a maneira com a qual se referiu aos políticos evangélicos evidencia um espectro de visão distorcida da realidade. Não se pode desmoralizar ou desqualificar os políticos evangélicos se o desejo é proteger ou buscar uma solução equilibrada. O debate deve acontecer defendendo-se ideias, não desqualificando de forma generalizada os políticos evangélicos, ou qualquer outro grupo. Isso em si já demonstra preconceito. A generalização é péssima”.
“Temos bons políticos evangélicos e precisamos preservá-los. A quem interessaria diminuí-los, especialmente em uma hora tão adversa para o Congresso Nacional, para os  cristãos e para toda a sociedade, por conta do impasse? Aproveitar-se da fragilidade momentânea para dar um empurrãozinho, colocar uma casca de banana, é covardia e oportunismo. Isso, além de não ser bom para a imagem de qualquer pessoa ou instituição, é contraproducente”, enfatizou Rubens.
Lamentavelmente o discurso do dr. Uziel Santana, presidente da ANAJURE, não fortalece nem ajuda a causa cristã.
Uziel, em sua nota recheada de argumentos frágeis, escreveu que o episódio “conseguiu trazer a sociedade e a imprensa contra os evangélicos”.
Quem passou para ele a informação que a sociedade está contra os evangélicos e a igreja?
O barulho é advindo de ‘meia dúzia’ de ativistas que tem muita influência na mídia. A prova de que o movimento é frágil ficou bastante  patente nas manifestações anti-Feliciano que foram organizadas em alguns estados. O número de manifestantes não chegou à casa dos milhares, e olha que a imprensa fez de tudo para alavancar a causa.
O dr. Uziel – que é da igreja Batista – ainda falou em tresloucada ‘guerra santa’. Existe porventura grupos religiosos oponentes nessa causa? Pelo que sabe, não. Pelo contrário, o estardalhaço vem justamente daqueles que vêem a religião como o ópio dos povos.
O doutor Uziel Santana também enfatizou que a escolha de Marco Feliciano ocorreu, pois “os projetos pessoais estão acima dos valores da Verdade do Evangelho de Cristo. Tudo isso porque os valores do Cristianismo foram reduzidos a um tema: a luta contra o movimento gay. Isso está certo? Este, realmente, é um tempo de reflexão, arrependimento e amadurecimento. Que Deus tenha misericórdia e conserte a sua Igreja”.
Que projetos pessoais são estes? Quem não tem algum projeto pessoal? Todos temos.
Quem disse que Marco Feliciano foi eleito por seus pares para ser o presidente da CDH para que assim pudesse bater de frente com o movimento gay?
Lamentável declaração!
Para o pastor Rubens “este depoimento infeliz só não enfraquece os argumentos dos cristãos por não se pautar em ideias, mas sim em referências negativas genéricas aos políticos evangélicos e às igrejas, ou seja, não traz qualquer contribuição ao debate. A estratégia usada parece com a de alguns ativistas que, por falta de argumentos convincentes, partem para a violência e tentam desqualificar pessoas. Precisamos construir o que falta, não destruir o que existe, sempre lembrando que Jesus Cristo mandou que amássemos a todos, mas não disse que seríamos amados por todos”.
Precisamos atentar para os reais objetivos da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos, ainda obscuros (ou não). O caso Marco Feliciano acendeu uma luz.
Fonte: GospelMais

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