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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ideologias que Escravizam

“Ora, havendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. O seu filho primogênito chamava-se Joel, e o segundo Abias; e julgavam em Berseba. Seus filhos, porém, não andaram nos caminhos dele, mas desviaram-se após o lucro e, recebendo peitas, perverteram a justiça. Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram ter com Samuel, a Ramá, e lhe disseram: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações. Mas pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei para nos julgar. Então Samuel orou ao Senhor. Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles. Conforme todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até o dia de hoje, deixando-me a mim e servindo a outros deuses, assim também fazem a ti. Agora, pois, ouve a sua voz, contudo lhes protestarás solenemente, e lhes declararás qual será o modo de agir do rei que houver de reinar sobre eles. (...) Tomará o dízimo do vosso rebanho; e vós lhe servireis de escravos. Então naquele dia clamareis por causa de vosso rei, que vós mesmos houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvira. O povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações, e para que o nosso rei nos julgue, e saia adiante de nós, e peleje as nossas batalhas. Ouviu, pois, Samuel todas as palavras do povo, e as repetiu aos ouvidos do Senhor.” (I Samuel 8:1-9,17-20)

1-INTRODUÇÃO

A passagem acima conta quando a nação de Israel, influenciada pelos povos vizinhos, rejeita Samuel (o último juiz) e, à semelhança dos outros povos, pede um rei.

Ora, o povo, desde sua libertação do Egito operada por Yahweh (Jeová), vivia na organização dos “juízes” (homens escolhidos por Deus para libertar o povo durante as dificuldades e para julgar os conflitos segundo a Torah (Lei Mosaica)). Sendo povo de Deus, é óbvio que quem deveria para sempre os dirigir e os governar era Senhor. O Todo-Poderoso era o Monarca Soberano de seu povo – o Único Rei de Israel.

Contudo, aprouve ao povo, em um ato de pura rebeldia, repudiar o Senhor. E nessa loucura, requisitaram um rei. Pleitearam que um homem, um ser humano mortal, ao invés do Criador do universo, dominasse sobre eles.

Deus, em sua infinita misericórdia, concede o desejo, mas estabelece as regras da monarquia. Permite a instituição desse modelo humano de governo porque faria surgir da linhagem davídica o Rei, o Redentor e o Salvador: Jesus Cristo – Deus encarnado.

Todavia, a escolha do povo trouxe conseqüências catastróficas. A história dos reis de Judá e Samaria é a história da decadência e ruína do povo santo.

Com efeito, podemos tirar algumas lições valiosas:

2-DEUS É QUEM ESTABELECE O PADRÃO DE SEU REINO.

Algo que deve ficar muito claro em nossas mentes é que se o nome do reino é “Reino de Deus”, significa que o Reino pertence ao Senhor Deus e não aos homens, pois, do contrário, seria “reino dos homens” e não Reino de Deus.

Outro ponto fundamental, o Reino de Deus se opõe frontalmente às coisas e valores deste mundo. Absolutamente diferente dos governos humanos, o Reino do Senhor possui características específicas que o distingue:

Humildade:“Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”. (Mateus 18:4)

Amor:Certa vez, um fariseu conversando com Jesus afirmou que amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, é maior que qualquer sacrifício e oferta. Logo em seguida, Jesus replicou: “Vocês não está longe do Reino de Deus”(Marcos 12:34b)

Justiça:“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. (Mateus 6:33)

Liberalidade: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. (Mateus 19:24)

Liberdade: Jesus não veio mudar sistemas, mas pessoas, chamando-as ao arrependimento: “porque o Reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:21b) 

No Reino de Deus, Jesus nos transforma de escravos a livres, de sujeitos a filhos. Faz-nos filhos de Deus, onde todos os homens são iguais e ninguém domina sobre ninguém, mas apenas o Senhor é sobre todos. Como está escrito: “E conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32)

3-A SEDUÇÃO DO MUNDO – SEDUZIDOS POR IDEOLOGIAS

Feitas as considerações acerca do Reino, regressando ao texto, podemos ver que tudo começou com um escândalo. Joel e Abias, os filhos de Samuel, através de suas práticas escandalizaram, tornaram-se motivo de tropeços (v. 1-3).

Aqueles que deveriam zelar pelas coisas de Deus, foram os primeiros a usurparem das dádivas e do Poder do Todo-Poderoso, sendo um mau exemplo a toda nação, abrindo uma brecha.

Uma ideologia é uma inversão; não é o real, mas é algo falso, uma imagem. Têm aparência de verdade, mas é uma mentira.

As ideologias são as filosofias e teorias deste mundo, representando as aspirações de um grupo. São as cosmovisões (visões de mundo), verdadeiras invenções humanas, funcionando como doutrinas justificadoras do exercício de dominação e de exploração do homem pelo próprio homem.

Vivemos num mundo repleto delas, exemplificando: capitalista, neoliberal, comunista, fascista, ecumênica, ateísta etc.

Destarte, vemos que o povo de Israel, diante de um escândalo, foi seduzido pela ideologia de sua época: a monárquica. E pediram um Rei.

4-CONSEQÜÊNCIAS DA ABSORÇÃO IDEOLÓGICA

Absorver-se por ideologias implica em rejeitar de Deus: “Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles.” (v.7)

Rejeitar ao Senhor acarreta à escravidão : “Tomará o dízimo do vosso rebanho; e vós lhe servireis de escravos.Então naquele dia clamareis por causa de vosso rei, que vós mesmos houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvira. “(v.17 e 18)

A ideologia é fruto da obstinação: “O povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações, e para que o nosso rei nos julgue, e saia adiante de nós, e peleje as nossas batalhas.” (v19 e 20)

Diante disso, a pergunta que devemos fazer é: que tipo de “evangelho” nós estamos vivendo?

Atualmente, temos visto pessoas serem absorvidas por teologias baratas, oriundas de ideologias que invadem as igrejas, sob o rótulo de “cristãs”, mas que distorcem o Evangelho de Cristo, sendo verdadeiras heresias veladas.

A mais gritante é a do “evangelho capitalista”. Sob a forma de teologia da prosperidade, métodos de marketing, ou Gospel®, pregam coisas absolutamente contrárias à Bíblia.

Todas as características do Reino são deixadas de lado, prevalencendo valores mundanos como:

a) individualismo (egoísmo): tudo é voltado para satisfazer desejos pessoais.
b) soberba e arrogância (luta por cargos e poder): – “...porque Deus te tomou por cabeça e não por cauda!”
c) riquezas (prosperidade material): – “Você está pobre porque lhe falta a fé!”

Criando falsas promessas, dando à palavra de homens o peso de palavra de Deus, a conseqüência da mentira é a frustração em razão da impossibilidade de se preencher todas as expectativas.

Com efeito, temos uma geração de crentes desesperançados, abatidos e aflitos, pois, infelizmente, o “céu” que lhes foi pregado é o “céu capitalista” de riquezas mundanas e de poderio humano, e não o Paraíso Bíblico inerente a realidade do Reino de Cristo (Reino de Deus).

Como disse o apóstolo João: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre. Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos”. (I João 2:15-19)

Portanto, não se deixem escravizar, mas fugis das ideologias!

“Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas. Exercita-te a ti mesmo na piedade.” (I Timóteo 4:7)

Autor: Juliano Henrique Delphino 

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