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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Os fundamentos Espirituais da familia

Mateus 7:24-27


24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (Mateus 7:24-27 RA)

Introdução

Ao ler este texto, percebemos que uma casa resiste às tempestades, por causa de seu alicerce. O alicerce é a base, é o fundamento, é o sustentáculo de uma casa. Quando o alicerce é firme, segundo Jesus, a casa resiste ao tempo, ao vento, aos temporais.

Assim também é a família, o casamento. Para que resista, precisa de alicerces. Jesus nos fala de dois alicerces. Um fraco, feito de areia e outro forte, feito de rocha. O grande desafio para as famílias, e casais aqui presentes é que tenhamos nossas vidas alicerçadas na Rocha.

1. Quais são os alicerces de uma família?

1.1) Comunhão

1 João 1:7 Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

Mas, o que é comunhão? Comunhão é a participação em comum de crenças, interesses, idéias, opiniões. Para andar em comunhão uma família ou um casal, precisa compartilhar, precisa ter cumplicidade, precisa combinar em harmonia suas decisões. Enfim, se há uma idéia que resume a comunhão é a harmonia.

A comunhão na vida familiar do casal tem sido atingida por alguns inimigos. Vejamos:

Trabalho excessivo. ILUSTRAÇÃO. Me lembro da história de um pai que trabalhava excessivamente. Certo dia o filho diz ao pai: Papai, preciso falar com o Senhor. O pai responde: Menino, não tenho tempo para conversar. Meus clientes pagam por minhas horas. Alguns minutos depois, o filho entristecido pergunta ao pai: Pai, quanto custa a tua hora? Eu gostaria de comprá-la, para poder ter a tua atenção. O pai, cai em si, e percebe que estava errando com a sua família.

Há um programa de televisão que fez muito sucesso, na televisão brasileira, que é a super Nani. Quando um pai ou mãe não conseguem dar conta dos problemas de seus filhos, chamam esta psicóloca. O que constatamos, em muitos dos problemas destas famílias expostas na mídia, é que muitos destes pais são ausentes e distantes de seus filhos e famílias. Não se relacionam mais, não conversam mais, não convivem mais com os seus.

Temperamentos não controlados por Deus. Certa vez estava conversando com uma esposa, frustrada com seu casamento, quando em certo momento, ela diz: Pastor, meu problema é que eu e meu marido temos temperamentos incompatíveis.

Lembremos do que diz a palavra de Deus em Romanos 8:13: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.” Ainda em Gálatas 5:16: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”.

Não acredito que existam pessoas com temperamentos incompatíveis, mas pessoas incompatíveis com a vontade e plano do Senhor para suas vidas. Acredito que o domínio do espírito é mais poderoso do que as fraquezas de nossos temperamentos. Por isso, creio que o nosso temperamento pode ser dominado pelo Espírito que atua em nós.

Creio que, temperamentos que não são controlados por Deus podem destruir uma família, mas temperamentos controlados pelo Espírito Santo geram os frutos de espírito e trazem grandes bênçãos para a família.

Coloquemos por terra, em nome de Jesus estes inimigos da comunhão.

1.2) Perdão


21 Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? 22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21-22 RA).

Pedro ainda limitava o poder do perdão em sua vida. Jesus lhe mostra que o perdão tem que ser exercido constantemente na vida cristã.

Mas, porque alguns tem dificuldade de perdoar? Vou destacar alguns motivos:
- O orgulho ferido.
- Intolerância com as falhas de outros.
- É difícil perdoar porque as vezes nos sentimos como vitimas.
- Perdoar pode ser um ato difícil pois quem perdoa precisa dar a volta por cima e esquecer a ofensa.

O pregador Moody, falando sobre perdão disse: “Aqueles que dizem que perdoam mas não podem esquecer, simplesmente enterram a machadinha, deixando o cabo de fora para usá-la da próxima vez”.

Quem perdoa, precisa superar as feridas abertas no passado. Não podemos viver na sombra do passado, pois viver com Cristo é viver algo novo a cada dia. 2 Coríntios 5:17 diz: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”

Alexander Poper disse: 'Errar é humano, perdoar é divino'.

1.3) O amor

Ao lermos I Coríntios 13: 7, entendemos porque o amor é um alicerce importante na família. O texto diz: o amor “…tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Paulo diz que o amor tudo sofre. Lembremos do quanto Jesus sofreu por nós, de como Ele suportou nossos pecados. Mediante o exemplo de Jesus somos levados a perguntar o quanto temos suportado algumas provações por causa do amor a Deus. O amor a Deus nos leva a suportar a cruz que precisamos levar em nossa caminhada.

Paulo também diz que o amor tudo espera. O amor nos ensina a esperar a oportunidade certa, ou a hora em que Deus vai agir. Sabermos esperar é importante que não nos precipitemos. Será que continuamos a esperar a nossa vitória, com absoluta convicção de que Deus ama?

Jesus tinha um amor desse tipo por nós. Ele deu a sua vida por nós. Mary Stessor diz: “Amar é viver em favor de alguém ou de algo”. Jesus viveu em nosso favor, viveu a ponto de se sacrificar por nós.

O grande pregador John Stott define o amor da seguinte forma: “Amor é mais serviço do que sentimento”. O amor de Cristo foi demonstrado por serviço, por atos, por gestos.

O amor de Deus gera em nós um sentimento de misericórdia semelhante ao de Deus que diz a Abraão: “Não destruirei Sodoma por amor dos dez”. Gn. 18:32. O amor de Deus nos leva a fazer sacrifícios como o de Jacó, que por amor a Raquel, trabalhou 14 anos para conquistá-la em Genesis 29. A amizade de Davi e Jonas resistiu a todos os ataques do rei Saul contra a vida de Davi. Quando temos o amor de Deus, grandes amizades não são sacrificadas por conflitos e pressões externas.

Quando temos em nossos corações o amor de Deus, temos o mesmo sentimento daquela verdadeira mãe, que diante de Salomão prefere abrir mão da maternidade de seu filho para uma falsa mãe do que vê-lo morrer. I reis 3:26.

Deus espera que nós tenhamos esse amor em nossos corações. O amor de Deus nos convence que o sentido da nossa existência não é vivermos apenas para nós mesmos em um mundinho de egoísmo, mas sim para fazer o bem pelos outros.

Conclusão


Retomando o texto que lemos acerca de Jesus falando da casa sobre a rocha diz: “…. e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha”.

A idéia mais importante aqui, a respeito desta casa, é resistência. Resistimos quando estamos edificados. Resistimos porque o mesmo Deus que estava com Moisés, declarou que estaria com Josué, e também esta conosco. E é o Senhor que promete:”ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo, não te deixarei, nem te desampararei”. Josue 1:5.

Com amor, perdão e comunhão, as crises virão, os problemas aparecerão, a dor chegará, mas a tua família permanecerá unida, firme e indestrutivel em Cristo.


Sejam abençoados em nome de Jesus.

Pr Elimar Gomes Alves

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Pensando sobre o significado da palavra AMIZADE

Amizades são muito importantes em nossa vida. Elas contribuem grandemente em nossa formação e modo de vida. Delas, surgem os relacionamentos mais profundos que definirão coisas importantes como com quem vamos nos casar e que tipo de pessoas vamos ser. As amizades são desenvolvidas primeiro em família e depois na convivência da igreja, escola, vizinhança, cidade, estado  etc.

Note que nem todos os nossos conhecidos serão nossos colegas ou companheiros. Da mesma forma, nem todos os companheiros (de classe, trabalho, etc.) serão nossos amigos de fato. Muitas vezes, aqueles que consideramos amigos são apenas companheiros ou colegas e muitas vezes maus companheiros. Muito do que vamos ver sobre maus amigos, aplica-se a estes também. 

A Bíblia nos dá muitas orientações a respeito de amizades. Ela fala da importância dos bons amigos e nos avisa sobre os perigos das más companhias através de várias exortações e ricos exemplos.

Falaremos neste artigo sobre a importancia das amizades, do cuidado com as amizades, buscando atraves de exemplos de amizades que citaremos, evidenciar o aspectos positivos e negativos e buscando ao fim trazer uma visao do que podemos esperar e que conclusao tomamos de tudo o que tratarenos aqui.

A IMPORTÂNCIA DAS AMIZADES

Este é um assunto de grande importância. Somos exortados por Deus, através da Bíblia, a ter sérios e bons cuidados com relação à escolha de nossos amigos, pois eles têm muita influência em nossas vidas.

O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído (Provérbios 13:20).

Na verdade, a partir do momento em que escolhemos nossas amizades, não são apenas pessoas que estamos escolhendo, mas o rumo que nossas vidas terão. Ao escolhermos a amizade de pessoas que praticam coisas contrárias a Deus, estamos escolhendo o mundo e rejeitando a Ele. 

Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus (Tiago 4:4).

CUIDADOS COM AS AMIZADES

A escolha de bons amigos nos ajudará em muitos aspectos, especialmente em termos espirituais.

É muito fácil fazer uma má escolha. Pessoas que não amam a Deus e não respeitam a Sua Palavra costumeiramente nos oferecem sua amizade e, muitas vezes, parecem atrativas a nós. É certo que, se já somos crentes em Cristo, podemos e até devemos nos relacionar com tais pessoas a fim de influenciá-las pela nossa fé e exemplo de uma vida reta. Jesus mesmo fez questão de ter contato com pecadores, levando a eles palavras de salvação (Lucas 15:1; Mateus 9:10-13). Porém, há grande perigo quando nos relacionamos com tais pessoas e nos envolvemos com elas sem estarmos firmados em uma fé verdadeira. Nesses casos, em lugar de conduzi-los a Cristo, acabamos permitindo que as suas más influências nos corrompam.

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33).

Algumas pessoas querem nos afastar de Deus e nos induzir a pecar contra Ele. Devemos ter cuidado, pois isso pode ocorrer até mesmo dentro da igreja, causando intrigas ou mesmo desvios de fé e conduta (heresias).

Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; dentre os deuses dos povos que estão em redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade; não consentirás com ele, nem o ouvirás; nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o esconderás (Deuteronômio 13:6-8).

Por não atentarem ao que diz a Palavra de Deus, infelizmente, vemos até mesmo muitos filhos dos crentes caindo em grande tragédia espiritual, sendo levados ao uso ou até ao tráfico de drogas e à prática de outros crimes pela influência de "amigos".

Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos, encheremos de despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue (Provérbios 1:10-16).

Devemos ter cuidado com aquelas companhias que gostam de confusão e que buscam a violência. Eles são perigosos até a si mesmos. Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico (Provérbios 22:24).

Algumas amizades precisam ser totalmente evitadas. Devemos, enquanto é tempo, nos afastar daqueles falsos amigos, que querem nos incitar para desviar do Senhor e praticar o pecado. É claro que não se aplica a nós a ordem de matá-los como era ordenado na Lei para os israelitas, mas fica óbvio o sentido de que eles devem ser TIRADOS da NOSSA vida e de nossos filhos, e suas más obras devem ser condenadas e afastadas dos nossos olhos.

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores (Salmos 1:1).

Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim (Salmos 101:3).

Há outro tipo de falsos amigos que nos fazem mal, que são aqueles atraídos por interesses. Podemos reconhecer esses “amigos” por observar que o que eles querem é somente usufruir daquilo que podemos lhes oferecer, seja material ou algum outro tipo de favor. Precisamos ser sábios para enxergar em tempo que estes não são realmente nossos amigos. Pessoas que só estão à espera do que nós temos a lhe oferecer não são amigas em sentido algum. Um exemplo bíblico disso é o da parábola do filho pródigo. Lemos que ele tinha “amigos” ao seu lado enquanto desfrutava da sua herança e ficou em abandono total após o dinheiro acabar. Uma verdadeira amizade não é propriamente estabelecida no interesse em “dar e receber”, embora esse “dar e receber” seja necessário a ela como vamos ver adiante.

As riquezas granjeiam muitos amigos, mas ao pobre, o seu próprio amigo o deixa (Provérbios 19:4).

Devemos tomar cuidado, também, com aqueles que não mostram lealdade a outras pessoas como colegas e familiares. Se agem assim com eles, muito provavelmente agirão conosco também.

O que rouba a seu próprio pai, ou a sua mãe, e diz: Não é transgressão, companheiro é do homem destruidor (Provérbios 28:24).

Sempre corremos o risco de que nossa amizade e fidelidade dedicadas a alguém, não sejam correspondidas. Jesus mesmo sofreu a traição (embora ele já o soubesse desde sempre). Davi também teve “amigos” que foram falsos com ele e o traíram depois (Salmos 35.11-16). Por que haveria de ser diferente conosco?

Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar (Salmos 41:9).

Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas. Por concordarem e apoiarem nossas ideias e atitudes, eles parecem “bons amigos”, mas poderemos observar que isso não é verdade. 

Melhor é ouvir a repreensão do sábio, do que ouvir alguém a canção do tolo (Eclesiastes 7:5).

O amigo verdadeiro está pronto tanto para nos dar apoio e palavras de aprovação amorosa quanto para nos repreender e corrigir com palavras francas. A pessoa sábia procura ter amigos com coragem e convicção para repreendê-la quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que a corrijam e critiquem, procurando aprovação em tudo que faz. É claro que ninguém gosta de ser corrigido, mas todos nós precisamos de amigos que nos amem tanto a ponto de ter a coragem de apontar e nos ajudar com nossos erros.

Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos. O óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial (Provérbios 27:5, 6 e 9).

Dessa forma, devemos fazer um firme propósito como o de Davi, de buscar cercar-nos de pessoas tementes a Deus.

Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos (Salmos 119:63).

Uma vez que escolhemos TER bons amigos, devemos buscar SER bons amigos também! As Escrituras nos aconselham sobre as responsabilidades de companheiros fiéis. Amigos contam com a presença uns dos outros: 

Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo (Provérbios 27:17).

Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe (Provérbios 27:10).

As orientações bíblicas são valiosas para nos guiar em fazer e manter boas amizades.


EXEMPLOS DE AMIZADE

Três gerações da família de Davi nos servem de exemplos de amizades boas e más.

Davi e Jônatas - Um exemplo maravilhoso de amizade profunda e verdadeira é aquela mantida entre o próprio Davi e Jonatas. Ela mostra como deve ser uma verdadeira amizade, firmada em nosso íntimo (na alma), valorizando e amando aquela pessoa acima de nossos interesses pessoais.

E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto (1 Samuel 18:1, 3-4).

O rei Saul buscou incansavelmente matar Davi, escolhido por Deus como seu sucessor. Jônatas, da mesma forma, poderia ter olhado para Davi com inveja ou ódio, pois se Deus não tivesse nomeado Davi, o próprio Jônatas seria rei depois da morte de Saul. Jônatas não mostrou tal atitude mesquinha e mesmo contrário a seu pai, manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida. Quando Saul tentou matar Davi, Jônatas protegeu seu amigo (1 Samuel 20). Davi lamentou amargamente a morte desse amigo tão especial (2 Samuel 1:17-27). Mesmo após a morte de Jônatas, Davi buscou exercer benignidade para com o filho aleijado de seu amigo, Mefibosete (2 Samuel 9), em cumprimento da aliança firmada por eles.

Amnon e Jonadabe - Amnon, um dos filhos de Davi, não escolheu seus amigos do mesmo modo que seu pai. Em lugar de cultivar boas amizades, escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Samuel 13:3). Quando Amnon falou com este amigo sobre os seus desejos errados pela própria irmã, Jonadabe teve a oportunidade de corrigir e ajudar seu primo. Em lugar disso, ele "ajudou" Amnon a arquitetar um plano para estuprar a própria irmã. Além de levar Amnon a humilhar e odiar a moça inocente e a magoar profundamente seu pai (2 Samuel 13:4-21), o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio Amnon (2 Samuel 13:22-36). Jonadabe ainda teve a falsidade de tentar confortar Davi depois da morte de Amnon. Com certeza, esse não foi um bom amigo.

Roboão e seus colegas - Roboão, neto de Davi, se tornou rei depois da morte de Salomão. No início do seu reinado, procurou conselho de várias pessoas antes de tomar uma decisão importantíssima. Ele valorizou a amizade de seus jovens colegas acima da sabedoria dos homens mais velhos e experientes que haviam ajudado seu pai (1 Reis 12:7-11). A "ajuda" destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu muito a influência de Roboão. Nossos amigos podem falar coisas que nos agradam, mas devemos dar ouvidos à sabedoria de pessoas mais sábias.


O QUE ESPERAR DE UMA AMIZADE

O ideal de uma amizade é que ela possa ser vista como Davi bem a definiu: “Uma aliança do Senhor”. Isso representa um pacto de fidelidade irrevogável.

Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque o fizeste entrar contigo em aliança do SENHOR (1 Samuel 20:8).

É no momento de aflição e necessidade que mais precisamos ter ou ser amigos verdadeiros. Em uma relação de amizade, mesmo quando um se mostra fora do temor de Deus, o outro amigo deve agir com compaixão, ajudando-o e buscando trazê-lo de volta ao bom caminho e não se fazendo companheiro dele em seus erros. 

Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso (Jó 6:14).

Nos piores momentos é que o amigo cresce e oferece o melhor de si. Nesse sentido é que a Escritura diz que ele se faz mais que um amigo, tornando-se um irmão.

Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão (Provérbios 17:17).

Todos nós precisamos de amigos verdadeiros que estejam ao nosso lado e nos auxiliem em certos momentos da vida.

Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante (Eclesiastes 4:10).

CONCLUSÃO:

Coloque em prática aquilo que a Bíblia ensina sobre a verdadeira amizade, atentando ao seu ensino e exemplos.
1- Escolha seus amigos com cuidado, evitando aquelas que lhe exerçam má influência para afastá-lo de Deus.
2- Valorize amigos sinceros que te ajudem e te corrijam quando voce erra.
3- Corte amizades que prejudicam sua vida espiritual.
4- Seja fiel e de confiança, especialmente nos momentos difíceis, quando os amigos mais precisam de você.
5- Coloque sempre a Palavra de Deus como parâmetro para estabelecer suas amizades e relacionamentos.
6- Seja prestativo e presente quando seu amigo estiver em dificuldades e ou que tenha passado por uma grande vergonha ou luta.

Pare e pense... reflita e deixe seu comentario...

Bom 2018.

Em Cristo,

Pr Elimar Gomes-Alves


sábado, 30 de dezembro de 2017

O Papel do Marido no casamento

Infelizmente, vemos hoje uma quantidade cada vez maior de casamentos destruídos. É claro que existem várias razões para isso, mas uma delas é pelo fato de que tanto os homens como as mulheres perderam de vista o seu papel dentro do relacionamento.

Um time de futebol só alcança a vitória quando cada jogador sabe o seu lugar dentro de campo, e o desempenha o seu papel no grupo corretamente. Da mesma forma, não podemos esperar que uma família seja bem sucedida se os seus integrantes nem ao menos sabem quais são suas responsabilidade perante Deus. É necessário, portanto, buscarmos compreender através da Bíblia o que Deus espera de cada um. Comecemos com o papel do marido.

Texto: 1 Pedro 3.7

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.

Pedro ensina que o marido contribui para a glória de Deus no casamento através de um relacionamento amoroso com sua esposa.

O texto acima nos mostra duas palavras-chave para os maridos cumprirem adequadamente o seu papel dentro do casamento.

CONVIVÊNCIA: O marido deve conviver no lar com sabedoria (v.7a). 

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulherese tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.

Algo que, infelizmente, é comum a vários maridos no casamento é a ausência. Muitos maridos são ausentes no relacionamento por causa do trabalho ou apenas por falta de interesse. Existem aqueles que trabalham o dia inteiro e quando saem do trabalho preferem ir a um bar ou assistir futebol na casa dos amigos. Mas existem aqueles que, apesar de estarem presentes fisicamente no lar, estão ausentes emocionalmente, pois vivem diante da televisão e não se relacionam com sua esposa e filhos.

A expressão “do mesmo modo” pode significar que, de certa forma, o homem debe agir com submissão, da mesma forma que a mulher e os servos mencionados anteriormente no texto bíblico. Dentro do contexto, esta atitude demonstra não ser de obediência, mas de conceder à mulher o valor necessário. O texto afirma que o marido deve dar “honra” à mulher, que é a mesma palavra usada para indicar a atitude do cristão em relação ao rei (2.17).

A idéia que Pedro quer transmitir aos maridos é que eles devem conviver com suas esposas. Mas não se trata apenas de estar junto, mas também de se relacionar com elas com conhecimento ou sabedoria (vamos ver o que isso significa mais tarde). Então, Pedro está ensinando que os maridos devem ter quantidade e qualidade de tempo com suas esposas. Não é só estar junto sem dar atenção, mas também não dar atenção só de vez em quando. Isso deve ser uma prática comum e regular dos maridos.

Não vale a pena conquistar o mundo (negócios) e perder a sua esposa e família. Dedique tempo à sua esposa. Não precisa ser horas do seu dia, mas planeje-se para sempre ter tempo para ela. Aqui vão algumas sugestões:

1. Tempo de sofá: Pode ser apenas quinze a vinte minutos do seu dia para você sentar com sua esposa e perguntar como foi o dia dela e ouvi-la.

2. Tempo devocional: O marido também é o líder espiritual da família. Separe um tempo para orar e ler a Bíblia com sua esposa para que vocês possam crescer juntos.

3. Tempo de lazer com a esposa: De vez em quando, saia com sua esposa para passear sem os filhos. Pode ser algo simples. 


HONRA: O marido deve tratar a esposa com honra (v.7b). 

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulherese tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.

Pedro explica aqui o que significa conviver com a esposa com conhecimento. Significa que os maridos devem tratá-las com honra, como parte mais frágil. O grego usa a expressão “como vaso frágil”. Existem vasos que são verdadeiras obras de arte. Eles são valiosos e delicados, e por isso precisam ser manuseados com muito cuidado. Recentemente encontrei na internet um vaso chinês antigo para vender. Ele custava quarenta mil reais. Com certeza ele é manuseado com extremo cuidado pelos seus donos, pois é frágil de grande valor. Nossas esposas são assim também: frágeis e preciosas, e precisam ser tratadas desta forma.

Assim, quando Pedro afirma que os maridos devem viver a vida comum do lar com conhecimento, ele está dizendo que, no relacionamento com sua esposa, o marido deve tratá-la com honra levando em conta algumas verdades:
1. A mulher é a parte mais frágil da relação. 
2. A esposa (cristã) compartilha da mesma graça de Deus (salvação).

1. A mulher é a parte mais frágil da relação: Isso não significa que a mulher é inferior, mas simplesmente que, em certos sentidos, a mulher é mais delicada que o marido. Existem pelo menos duas áreas em que isso é verdade. A mulher é mais delicada fisicamente e emocionalmente. Por isso, ao se relacionar com sua esposa lembre-se sempre disso. Não a trate com agressividade física. A mulher também é mais frágil emocionalmente. Normalmente elas são mais emotivas. O homem não é assim e por isso ele trata sua esposa como se fosse um outro homem. Não dá demonstrações de carinho e afeto, fica bravo quando a mulher chora. É aí que os conflitos surgem e os homens adquirem o rótulo de “insensíveis”.

2. A esposa compartilha da mesma salvação: o marido deve conviver com sua esposa (cristã) lembrando-se que ela compartilha, junto com ele, da graça de Deus agindo em sua vida. Mais uma vez a Bíblia está mostrando que as esposas não são inferiores aos maridos no casamento. Pedro destaca a igualdade das mulheres no que se refere ao relacionamento com Deus. Elas igualmente defrutam desta graça. Devemos tratá-las, portanto, como alguém que tem os mesmos privilégios.

Portanto, honre sua esposa. Dê a ela o devido valor dentro da família.


AS CONSEQÜÊNCIAS ESPIRITUAIS (v.7c)

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.

Os maridos são verdadeiros pastores de suas esposas. Isso é verdade porque Pedro nos mostra que a forma pela qual o marido se relaciona com sua esposa tem sérias conseqüências espirituais.

Quando o marido não valoriza a esposa e não a trata com o respeito e dignidade adequados, a comunhão entre o casal é prejudicada e, conseqüentemente, a vida espiritual (comunhão com Deus) é afetada.

Isso pode ser especialmente percebido na interrupção da vida de oração do casal. Pedro mostra que a conseqüência de não tratar a esposa adequadamente é a interrupção das orações. A idéia é que, quando o marido não cumpre corretamente seu papel no casamento, a comunhão com a esposa é quebrada, e conseqüentemente, a comunhão com Deus, pois as suas orações serão impedidas.

Todo o ensinamento de Pedro que vimos até agora pode ser resumido no que diz Colossenses 3.19:

Cl 3.19: -Maridos, ame cada um a sua mulher e não a tratem com amargura.

Os maridos devem amar suas esposas. O amor na Bíblia não se trata de um sentimento. Sentimentos são instáveis. Para a Bíblia o amor é a disposição para fazer o que é o melhor para o outro, e este é o compromisso que precisamos ter com Deus e com nossas esposas.

Nós, maridos, precisamos periodicamente relembrar nosso papel dentro do lar. Se cada um de nós cumprirmos adequadamente nossa responsabilidade, com a ajuda de Deus, seremos um número a menos no porcentual de famílias destruídas.

Que Deus nos abençoe e que 2018 seja um ano de grandes conquistas para todos nós.

FELIZ ANO NOVO para todos

Em Cristo.

Pr Elimar e Familia.

domingo, 24 de dezembro de 2017

FELIZ NATAL

E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;” Lucas 1:31-32. 




  Natal, a festa máxima do Cristianismo e da cristandade. Mesmo não tendo evidências objetivas, teologicamente falando, Jesus tinha que nascer um dia. Todos os cristãos comemoram oficialmente no dia 25 de dezembro desde 274 d.C., por causa da celebração em Roma do die natalis Solis invicti, o dia do nascimento do Sol invicto, a vitória da luz sobre a noite mais longa do ano. Todavia, O primeiro testemunho indireto de que a natividade de Cristo foi em 25 de dezembro partiu de Julio Africano no ano 221. A primeira referência direta de sua celebração aparece no calendário litúrgico filocaliano do ano 354 (MGH, IX, I, 13-196): VIII kal. Ian. natus Christus in Betleem Iudeæ (“no dia 25 de dezembro nasceu Cristo em Belém da Judéia"). A partir do século IV, os testemunhos deste dia como data do nascimento de Cristo tornam-se comuns na tradição ocidental. Na oriental, prevalece a data de 6 de janeiro apoiando-se em outro calendário, a paixão e a encarnação do Senhor celebram-se em 6 de abril, data que condiz com a celebração de Natal em 6 de janeiro. Outra explicação mais plausível faz a data do nascimento de Jesus depender da data de sua encarnação, que, por sua vez, está relacionada com a data de sua morte. Em um tratado anônimo sobre solstícios e equinócios, afirma-se que “Nosso Senhor foi concebido no dia 8 das calendas de abril no mês de março (corresponde ao nosso 25 de março), que é o dia da paixão do Senhor e de sua concepção, pois foi concebido no mesmo dia que morreu" (B. Botte, Lês Orígenes de la Noel et de l'Epiphanie, Louvain 1932, 1. 230-33). A relação entre paixão e encarnação de Cristo está em consonância com a mentalidade antiga e medieval, que admirava a perfeição do universo como um todo, em que as grandes intervenções de Deus estavam vinculadas entre si. Trata-se de uma concepção que também encontra raízes no judaísmo, em que a criação e a salvação se relacionam com o mês de Nisan. Na tradição oriental, apoiando-se em outro calendário, a paixão e a encarnação do Senhor celebram-se em 6 de abril, data que condiz com a celebração de Natal em 6 de janeiro.  Assim, é possível que os cristãos vinculassem a redenção realizada por Cristo com sua concepção, e esta determinou a data de nascimento. “O mais decisivo foi a relação existente entre a criação e a cruz, entre a criação e a concepção de Cristo"Nosso Deus tinha um presente especial para a humanidade, não seria um presente que se acabasse, nem algo que podemos guardar em um baú.

     Deus escolheu o que tinha de mais especial, seu filho Jesus (o unigenito de Deus - Jo.3:16), enviou como homem para terra afim de combater aquilo que Ele mais repudiava, repudia e repudiará sempre, o pecado. O coração de Deus ficou partido, mas a divisão entre ambos provocado pela iniquidade precisava novamente ser reatada. 

     O homem o qual Ele criou, necessitava ser resgatado novamente. Jesus, não teve orgulho, mesmo sendo Deus, desceu de Sua glória, apanhou, foi morto mais venceu. O Natal é um dia especial pois todos que antigamente estávamos separados de Deus, que éramos presa fácil de nosso inimigo, hoje podemos com felicidade falar que somos filhos de Deus; “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” João 1:12. 

     O Senhor não escolheu como pais de Jesus pessoas da alta sociedade, ricas e bem situadas na sua época, mas uma virgem e um carpinteiro, ambos não tiveram nem um local adequado para ver nascer o Salvador, mas nada os impediu de, com alegria criar o Salvador do mundo. Nada pode tirar o censo de responsabilidade a qual Deus tinha depositado neste humilde (socialmente falando) casal, pois foram os pais de Jesus. 

     Que neste natal cada um de nós possamos dar um presente especial para nossas famílias. Conte para todos a história do natal, quem é o seu personagem principal, renda-lhe uma homenagem, aceite-O como seu Salvador e aproveite para abraçar sua esposa, filhos, pais e amigos... JESUS É O NOSSO NATAL e que Ele possa reinar nas nossas vidas, não só hoje, mas todos os dias da nossa vida...

FELIZ NATAL...

Pr Elimar, Pra Erica e familia.



sábado, 23 de dezembro de 2017

Batalha Espiritual

"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos."   Efésio 6.10-18

       O texto de Paulo a Efésios tem sido a base mais usada pela maioria dos crentes quando o assunto é a guerra espiritual contra as hostes de Satanás. Eles são os nossos inimigos como demonstrado no verso 12, e não corpo ou alma de humanos. Ainda que estes possam ser instrumentos do inimigo, nossas armas devem ser direcionadas para o alto. Esse assunto é o ponto mais forte do texto e vem sendo exaustivamente pregado. Não vou tratar do mesmo ponto.

Chamam a atenção neste texto três coisas:

  • A procedência de nossa força;
  • A maior das armas do inimigo;
  • As nossas armas;

1- O SENHOR, A nossa força

       Nossa força vem do Senhor. Isso é sabido da maioria dos cristãos. Aqueles que ainda buscam extrair de si mesmo as forças no combate espiritual, ou a sabedoria, ou o poder, ou a auto-determinação, ou a força de vontade para se superar no combate contra o inimigo devem urgentemente se converter, pois ainda não conheceram o que "arrepender e crer no evangelho"significa. O passo fundamental que precede a conversão é a DESILUSÃO com o ser humano. Isto significa PERDER AS ILUSÕES sobre nossas capacidades e poderes. Nossa auto-determinação ou capacidade de auto-ajuda são ABSOLUTAMENTE NADA.
"Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim. Força minha, apressa-te em socorrer-me" (Salmo 22:19)
       Em termos muito práticos devemos confiar em duas coisas diante do inimigo: No poder e na palavra do nosso Deus. Não confiemos em nossos sentimentos, o que achamos ou pensamos. Lembre-se: em confronto espiritual, lembre-se de que você nada sabe, nada além de Cristo, e Cristo crucificado. (1 Cor 2:2). Você nada pode, pois é o Espírito quem opera em nós o querer e o fazer (Fp 2:13).

2- Ciladas: A maior das armas do Inimigo

       Observem que normalmente a ênfase do texto de Efésios é dada às nossas armas e esquecemos de olhar as armas do inimigo. As "astutas ciladas do inimigo" são o motivo principal da existência de nossa armadura de crentes.
       Ciladas significam armadilhas. Astutas ciladas significam armadilhas sabiamente montadas.
       A maior das armadilhas do inimigo consiste em nos fazer pensar que podemos e sabemos algo. Foi esta a armadilha usada contra a Varoa, no Gênesis. "como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gn 3:5). O diabo quer nos convencer de que podemos ser como Deus e que portanto, temos tudo em nossas mãos.
        Mas a sagacidade (astúcia) do nosso inimigo vai bem além. Ele é acusador. Sabe que não somos Deus. Mas depois de nos fazer confiar em nós, apressa-se em criar condições para que venhamos ser surpreendidos em transgressões causadas pela nossa auto-confiança. Essa transgreção lhe dará direito jurídico de nos acusar. Acusando-nos, ele nos desarma, pois nos atribui culpa. E o dardo inflamado do diabo atinge-nos, por que a culpa é a base para a destruição de nossa fé.
       Não confunda arrependimento com culpa. Arrepender é a decisão do homem contrito em buscar a Deus por saber-se incapaz de alcançá-Lo. Culpa é o remorso daquele que se vê desamparado por que confiou em si mesmo e agora não tem a quem recorrer, a não ser arrependendo-se.

Exemplos práticos:

  • O crente que viola os limites de velocidade de uma estrada, ou dirige imprudentemente em alta velocidade pelo acostamento, está confiando em si, em carros ou cavalos (ver Salmo 20:7). Ao pisar fundo no acelerador o crente já caiu na cilada do diabo. A sua astúcia o convenceu de que ele é capaz de se livrar pelos reflexos, destreza ou juventude.
  • O crente que se acha bom e justo terá dificuldades de pedir perdão ou perdoar. Isso elimina a comunhão na igreja e impede o fluir da bênção pela liberação do AMEM que liga na Terra o que está ligado nos céus. A astúcia do inimigo está na cilada de nos convencer de que somos bons e justos, e portanto não precisamos receber perdão, ou pedir perdão.
  • O crente que por um momento desejou a mulher do próximo e confiou em si para debelar o desejo, caiu na cilada do diabo. Pois este o convenceu da sua capacidade de controlar a cupidez. No primeiro instante em que o crente der um sinal de falha, o inimigo o acusará em público e a situação poderá destruir a comunhão na igreja.
  • O relativismo moral é a maior armadilha do diabo. Tudo é normal. Os que se conformam (adotam a forma) do mundo e aceitam sem crítica, valores e práticas mundanas caíram na cilada. Achamos normal cantarmos músicas do "Tchan" por que todos cantam. Já caímos na cilada por que já nos tornamos juízes de nossos pensamentos. Nós julgamos se é bom ou mal. O juiz e Rei em minha vida não é mais Jesus, mas EU mesmo. Há um Senhor e Deus, e Rei. A Ele pertence a glória e o poder, principalmente sobre nossa vida e pensar.

3) Nossas armas

  • O cinturão da verdade
        Com ele devemos cingir nossos lombos. A verdade é absoluta. Jesus é a verdade. Não há relativismo moral quando existe a verdade. Se a verdade existe e ela aponta o nosso erro, não interessará o que penso ou deixo de pensar a respeito. Se uma música do Tchan invoca nomes de outros deuses e o nosso Senhor detesta a idolatria, não deveremos invocar tais nomes. E ponto final. Sem "jeitinhos", sem concessões.
       Não pretenda ser o dono da verdade. Deixe que Jesus o seja.

  • Couraça da Justiça
       Fundamental entendermos que a justiça vem de Deus. Ele nos justifica e nos faz justos, mediante o sangue de Jesus derramado na cruz. Devemos sempre ter em mente de que estamos, por natureza, errados, sempre. Mas Jesus amorosamente nos permite comparecer diante do pai, nos justifica e nos aprova diante dEle. Acobertados pela justiça que Jesus nos derramou, não podemos ser acusados ou culpáveis. Não há culpa. Arrependa-te do teu erro, irmão. Mas rejeite o inútil sentimento de culpa, meu irmão. Tome a couraça da justiça.

  • Botas da preparação do evangelho da paz
       O termo "preparação", comparado a traduções em outras línguas [Zèle (fr), apresto (esp.), readiness (ing-NIV), bereit (ale.)] pode ser melhor entendido como "prontidão". Ou seja, Paulo nos recomenda que estejamos com a prontidão do evangelho da paz. Portanto, o bom combatente do Senhor é aquele que não retarda ou adia o combate, usando o evangelho como recurso para caminhar. É o evangelho quem nos dá a prontidão e nos protege contra o pó da terra, que simbolicamente é a carne, do qual o homem foi feito.

  • Capacete da salvação
       O diabo tem uma predileção em atingir sobretudo os novos na fé, colocando-lhes dúvidas quanto a certeza de sua salvação. Aquele que confiou na palavra de Jesus e nos seus ombros colocou o peso de sua vida está salvo. Por causa da fidelidade da palavra dEle. Não interessa o quão você está (in)seguro ou o que você sente a respeito desta realidade espiritual. Se a palavra dEle nos assevera a salvação, NADA A REVOGARÁ.

  • A espada do Espírito, a palavra
       Esta é a nossa principal arma de ataque. Todas as demais armas são defensivas. A forma como você coloca o diabo para correr é invocando a palavra de Deus. Jesus venceu o diabo usando a palavra do Senhor. Ele era a própria palavra, o verbo, encarnado. Em uma situação de cilada do diabo, use a palavra do Senhor contra o teu inimigo. Distinga-o primeiramente (teu alvo não são as pessoas, nem sangue nem carne!). Repreenda-o usando a espada do espírito. Não preste a atenção no que ele vier a dizer. Não dialogue com ele. Faça como Ezequias diante de Senaqueribe. Coloque diante do pai o que ele disse e o Senhor lhe dará a palavra contra o inimigo, e o humilhará, e o fará voltar pelo caminho de onde veio (Is 37:29).

  • Sobretudo o escudo da fé
       É o escudo da fé quem apaga os dardos inflamados do diabo. Ele é quem te dá a proteção contra o acusador de nossas almas. A fé não é o que você sente ou pensa. Mas a certeza na palavra do Pai. Por que Ele o disse. Mesmo que você tenha dúvidas no coração, sustenta-te na palavra dEle, pela simples razão de que Ele DISSE. É contra a fé que o diabo lança a maioria das ciladas. Muitas vezes, a astúcia do diabo não está em tirar a fé que você tem em Jesus, mas em colocar outra coisa (ou você mesmo) como centro e alvo de tua fé. ATENÇÃO PARA ISSO.
       O exercício desta batalha espiritual passa pelo exercício da fé, da justiça procedente de Deus, da verdade, da prontidão do evangelho, da verdade, da palavra. Esses seis componentes da armadura (6 é o número do homem) feita para nós são complementados pela prontidão de um soldado (perseverança) e pelo sentido de corpo (intercessão pelos santos), sem os quais nenhum Exército subsiste.
       Não te turbes. JESUS É O SENHOR DOS EXÉRCITOS

Que Deus nos capacite cada dia...


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Passeia na minha casa Jesus

Essa história sempre me chamou muito àtenção:

"Uma mulher que em meio a mais terrível dor (morte do filho) demonstra tranquilidade e fé". A Bíblia sequer menciona o seu nome, apenas chama-a de "sunamita", uma referência a cidade de Suném, onde morava. Suném quer dizer: "lugar de repouso". Localizada a sudeste do mar da Galiléia, entre os montes Gilboa e Tabor, na planície de Jezreel é herança da tribo de Isaacar.

O profeta Eliseu exercia seu ministério por lá quando foi notado pela sunamita: "Eis que este é um santo homem de Deus". Uma mulher, de discernimento. Eliseu torna-se hóspede dela. Como forma de retribuição, o profeta quis falar com o rei, a fim de lhe conceder favores. A sunamita, repondeu: "Eu habito no meio de meu povo"(II Reis 4:13), ou seja, "sou feliz neste lugar, não necessito de mais riquezas, me agrada o convívio com o povo". Eliseu, então, pede a Deus que lhe dê um filho.


Deus, em resposta a oração de Eliseu, realiza o desejo do coração da bondosa mulher. Seu filho já crescido, morre de uma dor de cabeça muito forte. Alguns teólogos, dizem que foi acometido de insolação já que passara muito tempo no campo, segando com o seu pai ( II Rs 4: 18-20)


O que fez a sunamita?

Chorou desesperadamente, lamentou, se revoltou contra Deus. Não!! Ela deitou o menino no quarto de Eliseu, reuniu os empregados, preparou jumentas e foi até o Monte Carmelo ao encontro do profeta. Seu marido estranhou: "Por que vais a ele hoje"? Ele nem imaginou onde chegaria a fé da sunamita. Sua resposta beira os limites do incompreensivel: "Tudo vai bem" Como?com o filho morto? "Tudo vai bem" Suas atitudes demonstram auto controle possível apenas em estado de total equilíbrio emocional, ou seja, ela não ficou desesperada.

Tribulações em Suném:

Você, já passou por algo parecido? Recebeu uma promessa de Deus, e viu essa promessa morrer? A sunamita, nos aponta um caminho: "Tudo vai bem", quando cremos em um Deus, que do pó, cria e recria a vida. Por mais difícil que pareça, é preciso repousarmos em "Suném". Acreditarmos que Deus quer o melhor para aqueles que obedecem e acreditam. Nos momentos mais tenebrosos, de escuridão, que não conseguimos enxergar o futuro. Como se diante de nós houvesse, um grande abismo, sem ligação, com o a esperança, com a felicidade, é preciso, repousar. Agir, de forma surpreendente. Não com a nossa frágil e pequena força. Mas, com a força, vinda do alto, disponível para os buscam com todo o coração:


"Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no Nome do Senhor, e firme-se sobre O seu Deus" Is 50:10

"Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais, então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração" Jr 29:11-14.

Encontrar o Senhor, eis a maior dádiva: Ouvir do céu, uma resposta. Nem sempre, recebemos o que pedimos, porém, Deus é sábio, para nos conduzir ao melhor lugar. Aos que conhecem a Deus, o conforto de saber que Ele sempre, sempre quer o melhor para seus filhos. O justo Jó, sofreu os mais terríveis males. Perdeu todos os filhos. No final, a restituição. Deus, zela, ama, e restitui. O diabo, rouba, mina. Deus vem e vivifica, faz transbordar, esta é a herança preparada para os filhos do Reino.

Que possamos nos espelhar neste grande exemplo de fé da sunamita. 

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